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Entre o estímulo e a resposta: onde nasce a liberdade


Reflito a partir desta frase de Viktor Frankl:

“A liberdade se situa entre o estímulo e a resposta.”


Tanto na relação com a vida quanto com as pessoas, é necessário aprender a responder aos acontecimentos. Isso se torna sabedoria — conhecimento em ação. Muitas vezes, porém, respondemos às situações a partir de lugares tão feridos e inseguros dentro de nós que, sem perceber, nos desvalorizamos, nos tornamos mais frágeis e construímos lutas onde não havia sequer armas.


Na reação, há um uso desproporcional de energia psíquica. Ativamos mecanismos de defesa e interpretações do que ocorre que, muitas vezes, não nos oferecem uma visão fiel do presente, mas sim a leitura de sombras do passado projetadas pela mente.


Não há liberdade para quem vive com receio da vida e das pessoas, mantendo um mapa permanente de alertas e riscos, reafirmando a necessidade de permanecer na trincheira, protegendo-se da vida, em vez de simplesmente vivê-la.


Quem vive de forma reativa tende a gerar relações tensas, desconfia de tudo e de todos. A vida passa a ser mais inimiga do que aliada, pois constantemente parece oferecer provas para sustentar a crença de que não é seguro confiar no fluxo que possibilita novos encontros, movimentos e oportunidades.


Na capacidade de responder — e não reagir — abre-se o espaço da compreensão. É ali que acessamos nosso conhecimento interno para perceber com mais precisão o que o estímulo realmente traz e, assim, escolher movimentos mais sábios, gerando menos entulhos que interrompem o fluxo da vida.


Uma pessoa que responde, em vez de reagir, torna-se mais assertiva e menos manipulável. Está consciente de si a cada passo, podendo responder melhor ao que a afeta e, inclusive, utilizar o silêncio como forma legítima de construir uma resposta mais sincera diante de estímulos que tentam lhe tirar o chão ou tocar suas sensibilidades.


Esta é uma boa reflexão para iniciar o ano: quanto posso ser livre se me exercito, cotidianamente, a responder em vez de reagir a tudo o que a vida me trouxer?

Que seja um ano com mais consciência e liberdade, capaz de encontrar fluidez no movimento dos estímulos que a vida apresentar ao longo do caminho.


Responder é aprender a tornar-se livre e autora consciente do próprio destino. Na resposta ao estímulo está a condução do caminho: não ser arrastada por feridas, não se proteger a qualquer custo, mas direcionar palavras e ações com a consciência de que é possível aprender com cada situação.

 
 
 

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