Responsabilidade Afetiva

Atualizado: Mar 31



Vivemos tempos difíceis. Nossos sentimentos estão aflorados. Sentimos mais tristeza, mais medo, mais solidão. A sensação de escassez nos atinge. E a de finitude, também.


A impressão que tenho é de que eu vivia até o começo da pandemia, no modo "piloto automático". Os meus planos para o próximo ano, o próximo aniversário, as próximas férias, o próximo Natal e Réveillon foram suspensos.


Tudo ficou para depois e sem data para acontecer. E nesse momento, percebi como essas datas tão comuns, são tão especiais. Até porque nessas datas normalmente, acontecem os encontros com a família, com os amigos, com quem eu gosto de estar. Percebi que hoje, valorizo muito mais essas datas. Acho que é porque elas não estão sendo comemoradas como gostaríamos com alegria e união. Estamos isolados, com medo do amanhã, do agora e do futuro.


Diante desse turbilhão de emoções, sinto a necessidade de repensar sobre a responsabilidade afetiva com as nossas relações. Estou sendo honesta e verdadeira em minhas relações? Será que estou assumindo meu papel de atender às expectativas dessas relações com o respeito e cuidado devido?


Quando falo em empatia, falo que todas as ações, todas as palavras usadas por mim ganham sim um impacto quando chegam em alguém. Aí, paro e penso: Estou sendo cuidadosa e respeitosa ao tocar o mundo do outro, do meu próximo? Estou fazendo o melhor que posso, entre acertos e erros.


Nesse momento, eu penso que me conhecer mais, me manter bem informada e consciente do meu papel para comigo e com o próximo é fundamental para uma boa e respeitosa convivência, ainda mais em tempos tão desafiadores.


O que você tem feito na sua rotina diária, nesse período difícil, para compartilhar amor, leveza, paz, integralidade, alegria e fé? Vamos falar sobre isso? Comente aqui o seu momento.


E para finalizar, te convido a refletir comigo as palavras do teólogo Tomas de Aquino. Diz assim: “quanto mais eu vou ao encontro de mim, mais encontro dentro de mim um Outro que não sou eu, mas que, no entanto, é a razão da minha existência.”



Poliana Pacifico

Psicóloga do Instituto Evoluir

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O Instituto Evoluir é referência em Desenvolvimento Humano Integral e há 30 anos transforma a vida de milhares de pessoas.


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